III Deseducando o Olhar

Período de Realização

19 a 22 de Agosto de 2015 

Realização

Associação Imaginário Digital
www.imaginariodigital.org.br

Local

  • Oi Futuro Ipanema
    Rua Visconde de Pirajá,54 - Ipanema
  • Biblioteca Parque Estadual
    Av. Presidente Vargas, 1261

Sobre o encontro

Do dia 19 a 22 de Agosto de 2015, a Associação Imaginário Digital e o Festival Visões Periféricas irão realizar o III Deseducando o Olhar. O encontro se dedica a pensar manifestações artísticas e culturais nas áreas do audiovisual, da educação e tecnologias. Neste ano o festival homenageia o Funk como patrimônio cultural da cidade e, por isso, o seminário vai contar com duas mesas sobre o tema. Também será realizado um encontro de cursos livres de formação audiovisual do Rio de Janeiro.

19 de agosto

Oi Futuro Ipanema

Mesa 1 - 16:00h – Funk, patrimônio cultural da cidade

Desde 2009 o funk é reconhecido pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro como patrimônio cultural da cidade. Esta mesa reúne nomes importantes da Cultura funk carioca para debater o tema hoje.

Debatedores:
  • Julio Ludemir (Coordenador da FLUPP e autor de “101 Funks para ouvir antes de morrer”)
  • Mc Marcinho (cantor e autor de funks de sucesso, entre eles o “Rap do Solitário”)
  • Kamyla Fialho (Empresária da K2L Empreendimentos Artísiticos)
Mediador
  • Marianna Gomes (pesquisadora, autora do trabalho “My Pussy é o poder, representação feminina através do funk”)

20 de agosto

Biblioteca Parque Estadual

Mesa 2 - 15:00h – O olhar feminino no cinema – questões, forças e desafios (Exibição de filme)

Exibição do curta-metragem Elekô.

Debatedores
  • Roberta Costa (integrante do coletivo Mulheres de Pedra)
  • Monique Franco (Professora e Coordenadora do Laboratório Audiovisual Cinema Paraíso)
Mediador
  • Karine Mueller (Diretora da Associação Imaginário Digital)

17:00h – Exibição do longa-metragem Ella

Oi Futuro Ipanema

Mesa 3 - 16h – Cinema e Educação

Aprovada em 2014 a lei que determina que escola públicas e particulares exibam no mínimo duas horas mensais de filmes nacionais passa no momento por sua regulamentação. Quais são as perspectivas? A obrigatoriedade basta para promover a relação entre cinema e educação? E quanto à prática audiovisual dentro e fora da escola? Provocada por essa lei essa mesa debate a relação entre cinema e educação no Brasil e América Latina.

Debatedores
  • Fernando Avedaño (Diretor do Festival Comuna 13 em Medellin/CO);
  • Mariana Ribas (Presidente da Riofilme);
  • Elyane Salvatierra (Professora do curso de licensiatura em Cinema da UFF);
Mediador
  • Marcio Blanco (Diretor da Imaginário Digital)

21 de agosto

Biblioteca Parque Estadual

Mesa 4 - 15h – Coletivos, audiovisual e periferia (Exibição de filmes)

Exibição dos curtas Favela que me viu Crescer e Flor e Espinho produzidos por coletivos de audiovisual no Rio de Janeiro. A mesa traz alguns nomes representativos da cena no Rio e em São Paulo para uma conversa com o público.

Debatedores
  • Lorena Bispo (Coletivo Crua)
  • Wilq Vicente (Pesquisador, educador e  e autor do livro “Quebradas? Cinema, videos e lutas sociais” / SP)
  • Léo Lima (Coletivo Cafuné na Laje)
Moderador
  • Carlos Meijueiro (Coletivo Norte Comum)

Biblioteca Parque Estadual

Mesa 5 - 17h – Políticas Públicas para o Funk

Considerada uma expressão cultural marginal por décadas hoje o Funk é ouvido em todo Brasil e está presente em todas as camadas sociais. Atualmente ele movimenta um mercado em expansão e é objeto de interesse e ação de políticas públicas do estado. Essa mesa traz pra conversa alguns de seus atores para um debate com o público.

Debatedores
  • Mateus Aragão (Produtor do evento “Eu amo Baile Funk”)
  • Marco Antônio ( Secretario de Estado de Esporte, Lazer e Juventude)
Mediador:
  • Tiago Gomes (Coordenador de Políticas para a Juventude)

22 de agosto

Biblioteca Parque Estadual

15h às 18h – Encontro de cursos livres de formação audiovisual do Rio de Janeiro

Filmes exibidos

Elekô – 05’/doc. (Coletivo Mulheres de Pedra)

Um fio de poesia vermelha conduzindo a experiência audiovisual de fazer-se e afirmar-se na loucura das condições de ser negra. Olhando a história a partir do porto, reconhecer e afirmar as potencias e a beleza. Parir do próprio sofrimento um horizonte de liberdade, apoio e colaboração. Encontrar na presença de outras mulheres a força do feminino e o sagrado sentido de ser, até poder celebrar a vida, em fêmea comunhão e sociedade.

Ella - 104’/Fic. (Dir. Líbia Estella Gomez)

Alcides e Georgina são dois anciãos esquecidos do mundo que vivem do inquilinato da Cidade Bolívar, nos subúrbios de Bogotá. A mulher vive seu dia a dia na companhia de sua vizinha Giselle, uma linda criança de 12 anos a quem seu pai Facundo maltrata todos os dias. Depois de uma violenta discussão com Facundo, Georgina morre e como Alcides quer procurar um funeral digno. Empreende uma peregrinação pela cidade, com seu cadáver em uma carroça, em busca dos recursos para poder enterrá-la. Durante ser recorrido, o ancião se encontra com muito obstáculos, especialmente a indiferença da maioria das pessoas. Através de sua travessia Alcides aprende a viver sem Georgina e muda sua forma indolente de ver o mundo. Finalmente, cumpre com o último desejo de sua amada.

Favela que me viu crescer – doc. (Coletivo Cafuné na Laje)

Um documentário que retrata a vida de Tia Dorinha, Vó Chiquinha, Tião do Azul e Mais Preto. A partir dos seus relatos e cotidianos, o filme entrelaça suas narrativas e relações de afeto construídas ao longo tempo com o Jacarezinho, lugar que viram crescer e cresceram juntos.

Flor e Espinho – 05’/Fic (Coletivo Crua)

Em um clima 'Noir Carioca', Flor e Espinho conta a história de uma cantora de um bar da Zona Portuária do Rio de Janeiro, que com sua beleza e voz envolvente, desdperta paixões que podem levar às últimas consequências.

Participantes

Léo Lima

Formado na escola municipal Pernambuco, Fotógrafo da agência escola Imagens do Povo, ESPOCC, estudante de pedagogia da UFRJ, pai da Malu e integra os Coletivos: Favela em Foco, desde 2009 e Cafuné na Laje, desde 2012. É o autor do argumento para o filme "Favela que me viu Crescer" , 2015.

Lorena Bispo

Cantora e atriz, natural de Realengo, subúrbio carioca, sempre teve seu trabalho e inspiração voltados para as populações marginalizadas. Ingressou no Coletivo CRUA, em meados de 2014, e desde então considera o Audiovisual como um importante aliado para vencer as desigualdades e fortalecer as  lutas de classe. Aliados ao canto e interpretação, a artista utiliza essa vertente da comunicação para, junto com os demais membros do Coletivo, levar o protagonismo negro para as telas do cinema.

Monique Franco

Doutora em Comunicação e Cultura (ECO/UFRJ). Procientista da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Coordenadora do Laboratório Audiovisual Cinema Paraíso (UERJ).

Wilq Vicente

Mestrando em Estudos Culturais na EACH-USP, pesquisador em vídeo e políticas públicas e atua em projetos de educação em vídeo. Organizador do livro QUEBRADA? Cinema, vídeo e lutas sociais (Cinusp, 2014) e coorganizador da Revista do Vídeo Popular, é curador e produtor de mostras de cinema popular, sendo a 3ª Mostra Cinema da Quebrada do CINUSP e a 1ª Mostra Nacional de Cinema da Quebrada da UFBA as mais recentes. Foi também produtor do Programa Circuito de Vídeo Popular na Rede TVT.

Mc Marcinho

Mc Marcinho é considerado o "Príncipe do Funk", e se consagra como o primeiro mc a celebrar duas décadas de trabalho contínuo. Marcinho é reconhecido como ícone do ritmo, levou o funk das comunidades até o asfalto, ganhou a Zona Sul e destaca-se pelo vasto repertório e inúmeras músicas que se tornaram hits de sucesso e marcaram gerações. Precursor do funk melody no Brasil, começou sua trajetória com o Rap do Solitário, incluindo pela primeira vez na história o romantismo no ritmo, cantou o amor e não parou mais.

Julio Ludemir

Julio Bernardo Ludemir nasceu no Rio de Janeiro, mas foi criado em Pernambuco. É jornalista, escritor e produtor cultural. Como jornalista, teve passagens em importantes jornais brasileiros, como o Jornal do Brasil e O Globo. Tem nove livros publicados, a maioria dos quais ambientados nas favelas cariocas. Criou a FLUPP (Festa Literária das Periferias) e a Batalha do Passinho. Concebeu e dirigiu o espetáculo Na Batalha, com os jovens funkeiros que criaram o passinho do menor da favela. Esse espetáculo esteve no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, no Lincoln Center de Nova York e no TED Global. Ganhou o prêmio Faz Diferença do jornal O Globo de 2013.

Eliany Salvatierra Machado

Professora do Departamento de Cinema e Vídeo da Universidade Federal Fluminense – UFF. Doutora em Comunicação . Atualmente pesquisa no campo emergente do Cinema e Educação. Coordena o subprojeto de Cinema - Licenciatura no programa PIBID – UFF.

Mariana Gomes

Mariana Gomes é doutoranda em Ciências Sociais pela PUC-Rio. É mestre em Cultura e Territorialidades pela UFF, onde defendeu a dissertação "My pussy é o poder: representação feminina através do funk". Pesquisa música, gênero e cultura popular.

Mariana Ribas

Formada em Comunicação Social, com pós-graduação em Jornalismo Cultural, MBA em Gestão Cultural e MBA em Gestão Empresarial. Carioca de 1983, iniciou sua trajetória na área audiovisual e cultural em 2003, na Secretaria municipal de cultura do Rio, onde ficou por oito anos, tendo atuado, principalmente, na coordenação e execução de processos de seleção de apoio e patrocínio a projetos. Em 2011, assumiu a gerência de fomento da RioFilme, onde coordenou o Programa de Chamadas Públicas de Audiovisual/RioFilme e Secretaria de Estado de Cultura 2010 e 2011, e o Programa de Investimento Seletivo não Reembolsável. Em 2013, implementou e coordenou o I Programa de Fomento à Cultura Carioca da Secretaria municipal de Cultura. Em junho de 2014, assumiu a diretoria comercial da RioFilme e, em 2015, passou à diretora-presidente.

Apoios, patrocínios, parcerias, promoção e realização.

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