Apresentação

Arte como antídoto para tempos extremos.

Nestes tempos de polarizações o Visões Periféricas reafirma seu compromisso com a diversidade. Acreditamos mais do que nunca na importância de manter um espaço de encontro e diálogo, não com o objetivo de provocar um consenso mas de estimular o respeito e o convívio com a diferença, fonte de inspiração para realizadores e o público.

Ver e selecionar filmes para compor nossas mostras é uma tarefa árdua e extremamente difícil tendo em vista a qualidade e excelência dos trabalhos recebidos. Neste ano foram 55 filmes selecionados entre 677 inscritos. Um número impar. Um número tão plural quanto singular. São filmes que partem de todos os cantos do país e se encontram aqui, no "Visões", trazendo suas particularidades e diálogos tão ricos e diversos, alguns até mesmo urgentes e necessários ao nosso festival.

São filmes que trataram sobre a periferia no mais abrangente sentido. E não só periferia enquanto espaço urbano e geograficamente demarcado. Eles nos mostram também o olhar periférico e limitado que lançamos a muitas dessas narrativas. Propõem, assim, uma desconstrução do olhar para que possamos, de fato, enxergar aquilo que nos é proposto.

A seleção deste ano está cercada de filmes potentes. Filmes que trazem à tona a nossa relação com os espaços urbanos, com o tempo, com os corpos e sujeitos existentes e resistentes em nossa sociedade. E potente é também o papel do cinema como agenciador de debates capazes de repensar e reorganizar relações sociais, opressões existentes e até mesmo questionar e ampliar as vozes pertencentes aqueles que fazem cinema. Neste sentido a educação ganha este ano um lugar importante no Visões com o IV Encontro de Educadores Audiovisuais e o IV Deseducando o Olhar.

Desse modo, esperamos que seja propícia a nossa singela contribuição.

Equipe Visões Periféricas

 

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